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Psicóloga em S. Paulo - Psicóloga Maristela Vallim Botari - CRP/SP 06-121677

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Transtorno de Personalidade Narcisista: Perspectiva Clínica

Transtorno da Personalidade Narcisista: o que dizem a CID-11 e o DSM

narcisismo não deixou de existir como conceito clínico, mas passou a ser compreendido como um conjunto de traços dentro de um transtorno de personalidade, e não como uma categoria rígida.  

A CID-11, adotada oficialmente no Brasil, trouxe uma mudança importante na forma de compreender os transtornos de personalidade.

Ela não utiliza mais categorias fixas, como “transtorno narcisista” isoladamente. Em vez disso, o profissional avalia:

  1. se existe um Transtorno da Personalidade;
  2. o grau de gravidade (leve, moderado ou grave);
  3. quais traços de personalidade são predominantes.

 


 

Na psicologia e na psiquiatria, o Transtorno da Personalidade Narcisista descreve um padrão persistente de funcionamento psicológico que afeta a forma como a pessoa se percebe e se relaciona com os outros.

É fundamental esclarecer que nem todo comportamento narcisista configura um transtorno. O diagnóstico envolve critérios específicos e só pode ser realizado por profissionais habilitados, após avaliação clínica cuidadosa.

Segundo o DSM-5-TR

O DSM-5-TR (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), amplamente utilizado em pesquisas e na prática clínica internacional, descreve o Transtorno da Personalidade Narcisista como um padrão duradouro que pode incluir:

  • sentimento exagerado de importância pessoal;
  • necessidade constante de admiração;
  • dificuldade em reconhecer ou se importar com os sentimentos dos outros;
  • relações interpessoais marcadas por exploração ou instrumentalização;
  • sensibilidade intensa a críticas, mesmo quando não expressa abertamente.

Esses padrões precisam estar presentes de forma persistente, causar prejuízo no funcionamento emocional ou relacional e não podem ser explicados apenas por fases da vida ou situações pontuais.

Observação: o DSM não utiliza códigos próprios como a CID, mas descreve clinicamente o Transtorno da Personalidade Narcisista como uma categoria diagnóstica específica.

Segundo a CID-11 (Classificação Internacional de Doenças – OMS)


Código na CID-11: 6D10 – Transtorno da Personalidade

Os comportamentos tradicionalmente associados ao narcisismo aparecem na CID-11 como traços de Dissocialidade, que podem incluir:

  • grandiosidade;
  • egocentrismo;
  • baixa empatia;
  • necessidade excessiva de reconhecimento;
  • desvalorização do outro.


Um ponto importante

Tanto o DSM-5-TR quanto a CID-11 destacam que traços narcisistas podem existir sem que haja um transtorno.

A presença desses traços só é considerada um transtorno quando provoca sofrimento significativo ou prejuízos importantes nas relações e na vida emocional.

O objetivo da avaliação clínica não é rotular, mas compreender o funcionamento psíquico e favorecer possibilidades de cuidado e tratamento.

Fontes

DSM-5-TR – American Psychiatric Association
CID-11 – Organização Mundial da Saúde (OMS)



Etiologia e Desenvolvimento

A literatura científica sugere que o desenvolvimento desses traços pode ser influenciado por variáveis ambientais durante a infância, tais como:

  • Supervalorização Parental: Quando a criança é ensinada que possui direitos especiais ou que é inerentemente superior aos outros, sem a devida frustração necessária ao desenvolvimento saudável.
  • Privação Emocional e Negligência: O narcisismo pode surgir como um mecanismo compensatório para traumas de rejeição, onde o indivíduo constrói uma persona grandiosa para evitar o contato com sentimentos de inferioridade.

Referências Bibliográficas

AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5-TR. Porto Alegre: Artmed, 2023.
BECK, Aaron T.; FREEMAN, Arthur; DAVIS, Denise D. Terapia Cognitiva dos Transtornos da Personalidade. Porto Alegre: Artmed, 2017.

Conteúdos sobre Narcisismo

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Psicoterapia Humanizada em SP

 

Psicoterapia Humanizada

O que é Psicoterapia Humanizada?

Esta é uma abordagem centrada na pessoa, que valoriza profundamente sua história e forma de sentir. Mais do que focar apenas em sintomas, o objetivo é compreender o indivíduo como um todo, oferecendo um espaço de escuta acolhedora e sem julgamentos.recendo um contato mais próximo consigo mesmo e com aquilo que faz sentido na sua vida.

Características

Respeito ao tempo do paciente, escuta empática e ausência de julgamentos. O processo é construído em conjunto, com foco na relação terapêutica e no autoconhecimento.

Para quem é indicada?

Para quem deseja se compreender melhor, lidar com emoções ou atravessar momentos difíceis. Também pode ser um caminho de desenvolvimento pessoal.

Fundamentos da Psicoterapia Humanista

Inspirada em Carl Rogers, a psicoterapia humanista propõe que o processo terapêutico se sustenta na qualidade da relação entre terapeuta e paciente, mais do que em técnicas rígidas. É nesse encontro que se cria um espaço seguro para o desenvolvimento emocional.

Congruência

Refere-se à autenticidade do terapeuta na relação. Estar presente de forma verdadeira favorece um encontro mais real, onde o paciente pode se sentir mais à vontade para ser quem é.

Compreensão Empática

É a capacidade de compreender o mundo interno do outro a partir da perspectiva dele, com uma escuta profunda e sem julgamentos.

Consideração Positiva Incondicional

Consiste em aceitar a pessoa como ela é, reconhecendo seu valor independentemente do que ela traz, criando um ambiente de segurança emocional.

“Quando alguém realmente nos escuta sem nos julgar, sem tentar nos moldar, algo dentro de nós começa a se transformar.”
“Ser profundamente compreendido por outra pessoa é uma das experiências mais libertadoras que podemos ter.”

— Carl Rogers